Há receita para ser esperançoso sem ser bobo?
Pragmático sem cinismo?
Sincero sem ferir os outros?
Eu olho em volta e me assusto.
Não vejo nada e ainda assim me preocupo.
Há uma escuridão à minha volta.
São paredes ou espaços amplos?
É o vazio ou o colo do dragão?
Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro. Estou preso à vida e olho meus companheiros. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. Entre eles, considero a enorme realidade. O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 20 de maio de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
Uma questão de método?
Essa é uma indagação que me persegue...
O fazer político é uma questão de cárater ou uma questão de método?
Pergunto porque raramente encontrei um político que fosse simplesmente um sujeito mal intencionado, ou que se apresentasse como tal.
No entanto, frequentemente encontrei políticos que se perderam em meio à sua forma de fazer política.
Parece-me que há um método de fazer política, ainda comum em nossa sociedade, que conduz ao clientelismo e ao patrimonialisno.
Também me parece que clientelismo e patrimonialismo não são vistos como fenômenos necessariamente nefastos. Diria inclusive que são bem aceitos em suas manifestações concretas, apesar de sofrerem uma execração retórica.
Como é que se supera algo tão arraigado? Algo visto como atrasado, mas necessário? Algo que desperta com muita facilidade o cínico que vive em cada um de nós?
A indagação me persegue porque, se conseguir respondê-la, conseguirei traçar uma rota de conduta política, que poderá ser útil para mim e para outros cidadãos.
Que acham?
Abraços,
Rodrigo.
O fazer político é uma questão de cárater ou uma questão de método?
Pergunto porque raramente encontrei um político que fosse simplesmente um sujeito mal intencionado, ou que se apresentasse como tal.
No entanto, frequentemente encontrei políticos que se perderam em meio à sua forma de fazer política.
Parece-me que há um método de fazer política, ainda comum em nossa sociedade, que conduz ao clientelismo e ao patrimonialisno.
Também me parece que clientelismo e patrimonialismo não são vistos como fenômenos necessariamente nefastos. Diria inclusive que são bem aceitos em suas manifestações concretas, apesar de sofrerem uma execração retórica.
Como é que se supera algo tão arraigado? Algo visto como atrasado, mas necessário? Algo que desperta com muita facilidade o cínico que vive em cada um de nós?
A indagação me persegue porque, se conseguir respondê-la, conseguirei traçar uma rota de conduta política, que poderá ser útil para mim e para outros cidadãos.
Que acham?
Abraços,
Rodrigo.
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