Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro. Estou preso à vida e olho meus companheiros. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. Entre eles, considero a enorme realidade. O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Transparência Maranhão: Transparência e campanhas eleitorais
domingo, 20 de novembro de 2011
Para refletir: O Evangelho de hoje (20/11/2011)
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Transparência Maranhão: Site cria ferramenta de geração automática de pedi...
domingo, 13 de novembro de 2011
A história quente sob as cinzas frias
| Dona Isabel e Dom Pedro II |
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
A democracia da competência (por José Serra)
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Artigo de Fernando Henrique: Corrupção e poder


Corrupção e poder
domingo, 6 de novembro de 2011
PSDB inicia discussão do plano de gestão para Petrópolis
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
A construção de si e o cultivo das virtudes
Um ser humano para ter algo a oferecer aos outros tem que, antes de tudo, constituir-se subjetivamente. Nesse processo de construção ele tem de arar alguns campos essenciais: o espiritual, o intelectual, o físico, o emocional e o afetivo.
Encerro com uma consideração, existem muitas maneiras de buscar um sentido para a existência e todos elas, à sua maneira, tem valor. Horrível é a postura bovina de jogar a toalha e desistir de levar uma vida significativa, contentando-se em reduzir a vida a um mero ciclo fisiológico.
Rodrigo.
PS. tenho de ressaltar que meu caminho de aperfeiçoamento como ser humano é buscar continuamente minha conversão como católico, por conta disso, associo a busca espiritual ao cultivo das virtudes teologais (fé, esperança e caridade) e as demais às virtudes cardeais, associando o cuidado da mente à prudência, o cuidado do corpo à temperança, o cuidado dos sentimentos à fortaleza e o cuidado da afetividade à justiça.
sábado, 15 de outubro de 2011
A reinvenção do PSDB
Rodrigo."
Tenho ainda um comentário a acrescentar ao e-mail: aqui em Petrópolis o PSDB parece caminhar nessa democrática direção, realizando quinzenalmente reuniões abertas à participação de filiados e não filiados, envolvendo nas discussões partidárias membros do diretório municipal, filiados, simpatizantes do partido e cidadãos em busca de diálogo político.
domingo, 2 de outubro de 2011
Filosofia Moral
Tem uma passagem (pág. B 93, da edições 70) em que ele fala que:
"Não há, pois, objectivamente (na teoria), nenhum conflito entre a moral e a política. Em contrapartida, subjectivamente (na inclinação egoísta dos homens que, por não estar fundada nas máximas da razão, não se deve ainda chamar prática), há e pode haver sempre esse conflito porque serve de pedra de afiar à virtude, cujo verdadeiro valor (segundo o princípio: tu ne cede malis sed contra audentior ito) não consiste tanto, no caso presente, em se opor com firme propósito aos males e sacrifícios que se devem aceitar, mas em olhar de frente o princípio mau que habita em nós mesmos e vencer a sua astúcia, princípio muito mais perigoso, enganador e traidor, capaz porém de raciocinar com subtileza e de aduzir a debilidade da natureza humana como justificação de toda a transgressão."
Da passagem, compreendi que:
Racionalmente, não existe oposição entre a moral e as nossas ações, mas que pela "inclinação egoísta dos homens" tal oposição se estabelece.
Essa inclinação egoísta não significa que o homem seja mal, mas que o primeiro impulso dele é sobreviver, e as exigências da sobrevivência não ditam ações corretas, ditam ações necessárias. Para ir além do necessário e chegar ao correto é que precisamos usar de nossa razão.
Diz ele ainda que a contradição entre a moral e as ações humanas pode permanecer para sempre, mas que isso serve de estímulo à virtude, "[...] cujo verdadeiro valor [...] não consiste só em aguentar firmemente os danos e sacrifícios [...], mas sim em conhecer e dominar o princípio nefasto que reside em nós", que nos leva a raciocinar de forma errada e a justificar "a violência e a ilegalidade com o pretexto das fraquezas humanas".
Ou seja:
1) resistir ao mal fora de nós é só uma parte da virtude, a outra (mais importante) é conhecer e resistir ao mal dentro de nós;
2) é errado tanto do ponto de vista da razão, como do ponto de vista da moral, fazer da fraqueza humana um pretexto para ceder à fraqueza humana.
Alguém poderia perguntar, onde é que está a parte "pé-no-chão" nessa filosofia toda? Eis minha interpretação:
A capacidade de discernir é incondicionada, já a possibilidade de agir de acordo com o discernimento é progressiva e depende de oportunidades. Que tal? O discernimento só depende de mim e da educação de meu espírito. Já a ação é limitada pelo contexto.
Disso resulta que nossa primeira obrigação é buscar diferenciar o certo do errado, a segunda é procurar agir de acordo com isso.
Abraços,
Rodrigo.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Manifesto pelo Voto Distrital
A essência de um regime de liberdades públicas está na representação popular. Numa democracia, os Três Poderes da República nascem da manifesta vontade do povo, mas é o Legislativo que simboliza a efetiva participação dos cidadãos nos destinos da nação. É o Congresso que, quando independente e ciente de suas responsabilidades, colabora para o fortalecimento das instituições democráticas.
Só as democracias podem exercer a devida autocrítica, aprimorando seus mecanismos de representação, buscando mais eficiência nos sistemas de tomada de decisão, deixando florescer os espaços para o contraditório, para o debate, para as ideias, para a pluralidade e para a diversidade. O Congresso brasileiro tem prestado relevantes serviços à sociedade, mas precisa buscar o aprimoramento da representação, de modo que espelhe com maior fidelidade a vontade do povo.
Sair às ruas e conversar com as pessoas é sentir a indignação pulsando contra uma política que já não representa como deveria, da qual pouquíssimos ousam se orgulhar. Política que sistematicamente vem legando ao segundo plano o compromisso com a legitimidade do sistema democrático. Política que, simplesmente, deixou de prestar contas de suas ações e distanciou-se da sociedade, definitivamente. O Poder Legislativo tem hoje como referência muito mais o governo do que os eleitores.
O atual modelo de representação, baseado na proporcionalidade, teve seus méritos e contribuiu para o progresso do país, mas se tornou, infelizmente, fonte de graves problemas para o próprio Poder Legislativo, contribuindo para o descrédito da instituição. Não podemos manter um sistema de representação que acaba conduzindo à Câmara dos Deputados parlamentares ignorados ou repudiados pelos próprios eleitores, que obtêm assento no Poder Legislativo com a ajuda de “puxadores de votos”, pinçados, muitas vezes, no mundo das celebridades. O voto distrital, ademais, baratearia enormemente o custo das campanhas eleitorais, processo que, por si mesmo, contribuiria para diminuir o financiamento ilegal de candidaturas.
Defendemos o voto distrital. Acreditamos que o eleitor tem de manter vivo na memória o seu voto, o que certamente acontecerá quando um parlamentar representar o seu “distrito”. Esse voto, condicionado também pela geografia, traz o benefício adicional de evitar que a Câmara dos Deputados se limite a uma Casa de representação de lobbies. O Congresso não pode ser uma reunião de meras corporações a serviço de interesses setoriais. Justamente porque queremos um eleitor mais próximo do eleito de seu distrito, repudiamos ainda o chamado “voto em lista fechada”, proposta que fortaleceria unicamente as burocracias partidárias, permitindo a eleição de parlamentares sem rosto.
O voto distrital, ao dar poder ao eleitor para fiscalizar e cobrar o desempenho de seus representantes, contribuirá para melhorar o Poder Legislativo, o que elevará a qualidade da nossa democracia. Abracemos essa ideia e façamos chegar a nossa vontade ao Poder Legislativo, que, em boa hora, mostra-se disposto a fazer a reforma política.
Que os deputados, tornados quase anônimos logo depois das eleições, assumam um rosto: o rosto do povo brasileiro!
domingo, 11 de setembro de 2011
Crônica de um tempo difícil
Às vezes me dá vontade de ser mais cronista do que articulista. Explico-me: espera-se de um articulista que argumente lógica e concatenadamente sobre um assunto qualquer. Já o cronista pode divagar. Estou ficando cansado de argumentar, e com mais vontade de discorrer sem pretensões do que ter de demonstrar a lógica de meus argumentos.
Disponível em: http://www.itv.org.br/. Acesso em 11/9/2011.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
PROGRAMA DO PSDB: Aperfeiçoar a democracia
ideal que motiva e orienta nossa atuação como partido político.
Preocupado em aperfeiçoar a democracia, o PSDB nasceu
parlamentarista. Continuamos parlamentaristas, embora reconhecendo que o
parlamentarismo não está na ordem do dia desde que o plebiscito de 1993
manteve o presidencialismo.
Não nos conformamos, porém, com os traços anti-democráticos que o
presidencialismo assumiu nas mãos de nossos adversários: desmoralização do
Congresso, desorganização dos partidos, concentração de poderes formais e
informais no Executivo. Tudo isso desilude o eleitor, semeia a instabilidade
política e cria o risco da volta de pseudo-soluções autoritárias, como se
observa em países vizinhos.
Apesar de sermos parlamentaristas, acreditamos que é possível
melhorar o presidencialismo brasileiro. Para isso, buscaremos consenso na
sociedade e nos partidos a fim de substituir três peças gravemente defeituosas
do nosso sistema político: as eleições proporcionais com lista aberta e o uso
abusivo de medidas provisórias e dos chamados “cargos de confiança” pelo
Executivo.
Fonte: PSDB. Novo Programa do PSDB (23/11/2007). Disponível em <https://www2.psdb.org.br/index.php/psdb/programa/>. Acesso em 2 jul. 2011.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
O que é Social Democracia
Existem dois elementos centrais na doutrina social-democrata: primeiro, a existência de um sistema político livre, democrático, com partidos fortes e organizados. É no jogo aberto da política que se promovem as mudanças na sociedade, feitas com liberdade, através do convencimento, nunca com imposição de idéias, nem pela força. Além disso, a social-democracia valoriza e respeita a organização da sociedade civil, como forma de participação popular. Sindicatos, cooperativas e ONGs em geral constituem força básica da democracia moderna, exigindo transparência nas decisões de governo.
A doutrina social-democrata também afirma ser imperativo o controle social do mercado e a submissão da propriedade privada à sua função social. A social-democracia não aceita a tese neoliberal de "quanto menos governo melhor". As chamadas leis do mercado, manifestando-se livremente, podem ocasionar danos ao conjunto da sociedade. Especialmente em países onde as desigualdades são enormes, cabe ao Estado garantir os direitos sociais básicos.
Nem mínimo nem máximo: a social-democracia defende o Estado necessário, eficiente e operativo. Assume como falso, portanto, o dilema entre estatal e privado. Fundamental será sempre o caráter público dos órgãos e das políticas governamentais. O governo pode ser forte sem ser grande, reforçando seu poder regulador mesmo quando se reduz o patrimônio estatal.
No espectro ideológico tradicional, a social-democracia coloca-se como força de centro-esquerda, preocupada com a correção das desigualdades sociais. Nas tendências do mundo contemporâneo, os social-democratas ajudam a construção da chamada "terceira via", uma sociedade empreendedora e justa, globalizada - porém defensora da cultura nacional -, progressista e sustentável.
Extraído do site do Instituto Teotônio Vilela (http://www.itv.org.br/)
segunda-feira, 20 de junho de 2011
The laughing heart
Your life is your life
don't let it be clubbed into dank submission
be on the watch
there are ways out
there is light somewhere
it may not be much light, but it beats the darkness
be on the watch
the Gods will offer you chances
know them and take them
you can't beat death, but you can beat death in life, sometimes.
And the more you often you learn to do it the more light there will be
your life is your life
know it while you have it
you are marvelous and the Gods wait to delight in you.
(Charles Bucowski - From: Betting on the Muse)
@bastosraposo
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Onde é que fica a praça?
Desculpem-me, mas eu não estou nada satisfeito com a democracia brasileira. A sensação que ela me traz com frequência é a de um angustiado aperto no peito, como naqueles pesadelos em que queremos falar e não conseguimos.
Preocupo-me com os destinos de minha terra, daí percebo que minhas preocupações vão morrer minhas, ou, quando muito, vão derivar em alguma sociologia de botequim, ou em alguma mensagem numa garrafa à espera que alguém a encontre, nesse mar de informação que é a internet.
Preocupo-me. Quer dizer então que o cidadão, eu, está fadado à irrelevância? Que meu poder de opinar se limita ao exercício de um poder de decisão diluído em 1parte para 110.000.000, que exercito a cada 2 anos? Essa é a parte que me cabe na democracia brasileira?
Uma dose tão homeopática de participação política é aguada demais para fazer com que eu me sinta cidadão. Culpo-me, será que fui eu que me alienei do processo político? Não estarei eu passivamente a reclamar um direito que só ativamente poderei conquistar?
Decido então filiar-me a um partido político, crente nos canais democráticos institucionais. Fico aguardando haver nos diretórios ao menos um desses murais de igreja, avisando de reuniões, discussões. Acho que procurei muito pouco, pois não vi essas oportunidades de discutir a agenda de meu partido, seus planos para minha cidade, meu estado, meu país.
Parece que saí daquela história, em que o sujeito deseja justiça, mas diante do tribunal há um guarda a impedir a entrada. Indagado, o guarda adverte que ele é só o primeiro, que outros, mais poderosos e terríveis estarão à espera em cada ante-sala do palácio.
Que farei? Atrevo-me a indagar: que faremos? Aguardaremos que, às portas de nossa morte, o guardião nos revele, cruelmente, que as portas estiveram sempre abertas, mas apenas aos que se atreveram a cruzá-las?
Ou, confrontaremos o primeiro guardião, arriscando-nos a ser desdenhados por seu poder, talvez feridos no corpo e na alma?
Será o caminho subornar o guarda? Talvez pedir a um conhecido que interceda por nós, nos salões secretos? Não! Recuo cheio de horror. Isso seria ser morto no primeiro combate, ou pior, suicidar-se, pois que cidadão restará se a chama que deveria animá-lo houver se apagado?
Então, por gentileza, se você encontrar essa garrafa, digo, esse texto, por favor, avise que eu procurei pouco, conte que eu estou mal informado, conte onde é que fica a praça. Ou, ao menos, mande avisar que você também está perdido, pois aí, então, já seremos dois.
Rodrigo Otávio Bastos Silva Raposo
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Hoje é dia de Santo Antônio
Hoje é 13 de junho. Para parte dos maranhenses, esta é a data em que realmente começam as festas juninas, que vão culminar com as festas de São João, São Pedro e São Marçal, mais à frente.
Eu tenho um carinho especial por Santo Antônio, além de ser um simpático casamenteiro (minha esposa que o diga), é o santo dos pobres, foi missionário, professor, pregador e era um homem de convicção.
Ainda em vida, era muito estimado pelos devotos, por suas palavras e pelos prodígios que Deus operava por meio dele.
Tamanha era sua reputação de santidade, que foi canonizado apenas onze meses após sua morte.
A meu ver, ele é um homem que ajuda a compreender o que é um santo: um indivíduo, humano, que com seus defeitos e qualidades lega, pela vida que levou, um exemplo para nós.
Obrigado Santo Antônio, continue intercedendo por nós!
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Re: DÚVIDA QUANTO À EXTRADIÇÃO
DÚVIDA QUANTO À EXTRADIÇÃO
Recentemente o Min. Dias Toffoli relatou o pedido de extradição nº 1.187, feito pela República da Hungria.
A análise do pedido permite uma revisão contextualizada dos requisitos para deferimento da extradição presentes nos Estatuto do Estrangeiro (lei 6.815/1980), que será chamado simplesmente Estatuto, daqui em diante.
De início, o Ministro recorda que a extradição é processada mediante pedido formal baseado em tratado sobre a matéria ou, na ausência deste, em pedido formulado com promessa de reciprocidade, destacando que a formalização do pedido para o Brasil é uma exigência do artigo 80 do Estatuto.
Entre os requisitos para que se defira a extradição está o da dupla tipicidade, qual seja, o ato praticado pelo extraditando deve afrontar a ordem jurídica de ambos os países envolvidos no processo.
No caso analisado, vários delitos foram cometidos e poderiam ensejar o deferimento do pedido extradicional. Alguns desses delitos, entretanto, foram praticados quando o extraditando, segundo a legislação brasileira, ainda não havia atingido a maioridade penal, fato esse que exclui a dupla tipicidade e impede que se defira o pedido da Hungria com relação a esses atos.
Um outro delito praticado fora apenado na Hungria com restrição de direitos, o que, de acordo com o artigo 78, II, do Estatuto, também inviabiliza a extradição.
O extraditando também foi condenado por tentativa de lesão corporal grave, segundo a legislação húngara, crime esse que encontra correspondência na previsão do caput do artigo 29 do Código Penal Brasileiro, estando sujeito abstratamente à pena de 3 meses a 1 ano. Tal fato também inviabiliza o deferimento do pedido extradicional, pois este não será admitido se o crime praticado, na legislação brasileira, estiver sujeito a pena in abstrato inferior a 1 ano, conforme o artigo 77, IV do Estatuto.
O extraditando também foi condenado por roubo, delito com relação ao qual há dupla tipicidade e atendimento dos demais requisitos do Estatuto, inocorrendo também prescrição da pretensão punitiva segundo as legislações de ambos os países.
Por conta da condenação por roubo, e apenas em relação a ela, foi deferida a extradição, o que conduz a uma dúvida, deferida a extradição nesses termos, poderá a Hungria, LICITAMENTE, executar as penas relativas aos demais delitos com relação às quais a extradição não foi deferida?